Tenho um cisto de ovário, e agora?

Tenho um cisto de ovário, e agora?

Os ovários são estruturas arredondadas localizadas na pelve feminina atrás do útero e próximas as tubas uterinas. Possuem um volume médio de 8ml e são responsáveis pela produção dos hormônios femininos, assim como pela ovulação. A ovulação é o fenômeno de liberação da célula germinativa feminina (óvulo), que é a célula que em contato com a célula masculina (espermatozóide) da origem ao bebê.

Lesões ovarianas são extremamente comuns. Aproximadamente 8% das mulheres em idade reprodutiva e que não apresentam nenhum sintoma possuem um cisto de ovário no ultrassom. Desta forma é muito importante que seu médico saiba diferenciar se uma lesão ovariana é suspeita para câncer ou não.

A maior parte dos cistos de ovário são lesões benignas e estão relacionados ao funcionamento ovariano. Mensalmente o ovário libera um óvulo e no local onde estava esse óvulo pode haver o acúmulo de liquido ou sangue, formando uma lesão cística, que aparece no ultrassom como um cisto de ovário. Em sua maioria, essas lesões desaparecem sozinhas sem necessitar de nenhum tratamento. Dentre as lesões benignas mais comuns estão os chamados cistos foliculares, cistos hemorrágicos, endometriose e abscesso tubo-ovariano.

Os cistos de ovário geralmente são assintomáticos. Os sintomas mais comuns são dor e sensação de peso na região pélvica. No caso de lesões maiores, a mulher pode começar a notar um aumento no volume da barriga e palpar uma massa na região abdominal inferior. Dentre os sinais e sintomas que nos levam a pensar em lesões malignas (câncer) estão perda de peso rápida, aumento rápido do volume abdominal, dor abdominal com piora progressiva, diminuição do apetite, acúmulo de líquido na barriga (ascite). Diante de qualquer um desses sintomas você deve procurar imediatamente um especialista para investigação.

A investigação do cisto de ovário é realizada através da análise dos sintomas da paciente, achados no exame físico, aspecto da lesão nos exames de imagem (Ultrassom ou ressonância pélvica) e exames laboratoriais. O ultrassom transvaginal é um excelente método para investigação das lesões ovarianas e deve ser o primeiro exame de imagem a ser solicitado. A ressonância está reservada apenas para os casos em que o ultrassom não conseguiu analisar adequadamente. Alguns exames de sangue, chamados marcadores tumorais, como o Ca125, CEA e CA19.9, também ajudam na investigação dos cistos de ovário, pois eles podem estar aumentados em alguns casos de tumores malignos. Vale lembrar que esses exames isoladamente não conseguem dar o diagnóstico ou afastar um câncer, pois podem também estar aumentados em outras condições clínicas benignas. Eles são apenas exames complementares.

Os casos suspeitos para neoplasia ou aqueles em que os exames não puderam definir o grau de suspeição devem ser tratados de forma cirúrgica, pois o diagnóstico de certeza (se benigno ou maligno) só é possível através da biópsia da lesão ovariana.

Assim, caso você apresente algum desses sintomas ou tenha o diagnóstico de um cisto de ovário em algum exame de imagem procure o quanto antes um especialista (ginecologista ou oncologista ginecológico) que tenha experiência no tratamento de lesões ovarianas. Lembre-se: sua saúde sempre em primeiro lugar!

Dra. Mileide ministra curso em Barretos

Dra. Mileide ministra curso em Barretos

Sempre em busca de atualização, a Dra. Mileide Sousa ministra até o dia 27 de junho em Barretos/SP o curso Gynaecological Surgery Course for Residents, que acontece no IRCAD América Latina, considerado o maior centro de treinamento em cirurgia minimamente invasiva do continente.

O curso é voltado para residentes em ginecologia e conta com a participação de grandes nomes da videolaparoscopia.

#DraMileideSousa #ginecologista #videolaparoscopia #IRCAD

Quais as vantagens da cirurgia laparoscópica?

Quais as vantagens da cirurgia laparoscópica?

A laparoscopia ou videolaparoscopia, mais popularmente conhecida como cirurgia por vídeo é um procedimento cirúrgico que utiliza uma câmera para visualizar dentro do abdome da mulher e realizar procedimentos cirúrgicos através de pequenas incisões (cortes) na pele.

Várias cirurgias podem ser realizadas por videolaparoscopia, como retirada de cistos de ovário (cistectomia ou ooforoplastia), cirurgias para tratamento de endometriose, retirada de miomas (miomectomia), retirada do útero (histerectomia), retirada dos ovários (ooforectomia), laqueadura, tratamento de câncer ginecológico, tratamento de gravidez ectópica (gravidez nas trompas), torção de ovário e infecção na pelve (abscesso tubo-ovariano).

Mas qual seriam as vantagens em realizar uma cirurgia por vídeo?

  • Visão ampliada da cavidade abdominal, permitindo visualizar as estruturas com uma maior riqueza de detalhes, o que diminui o risco de complicações durante a cirurgia;
  • Melhor recuperação, com menos dor e menos desconforto no pós-operatório;
  • Menores taxas de complicações como sangramento, infecção, formação de aderências, abertura da ferida operatória e trombose;
  • Melhor resultado estético devido às incisões milimétricas;
  • Por ser um procedimento menos invasivo e com melhor recuperação no pós-operatório, o tempo de internação hospitalar e o tempo para recuperação em casa é menor;
  • Retorno mais precoce às atividades de vida diária. Essa melhor recuperação no pós-operatório é extremamente benéfica principalmente nos casos de tratamento de câncer, pois a paciente conseguirá se recuperar mais rápido iniciando logo o tratamento com radioterapia e quimioterapia.

Como podemos ver, a videolaparoscopia permite a realização de uma grande variedade de cirurgias ginecológicas com melhores resultados pós-operatórios quando comparado à cirurgia aberta. Atualmente, é a via de escolha para a realização de cirurgias ginecológicas. No entanto, a cirurgia só deve ser realizada por médicos que tenham ampla experiência e formação na área, o que aumenta as taxas de sucesso do procedimento. A Dra. Mileide tem ampla formação e experiência nesta área e já realizou mais de 200 cirurgias vídeolaparoscópicas até o momento, incluindo casos benignos e oncológicos. Além disso, já foi professora em mais de 12 cursos de formação em videolaparoscopia no Brasil, estando em contato com os mais renomados profissionais da área, o que permite oferecer sempre o tratamento mais moderno e atual às suas pacientes. Caso você necessite realizar alguma cirurgia ginecológica, não deixe de considerar esta opção de tratamento.

Atendimento humanizado: como reconhecer?

Atendimento humanizado: como reconhecer?

Os princípios de ética e respeito devem sempre prevalecer nas relações humanas, no entanto isso, infelizmente, vem cada vez mais se deteriorando, inclusive na medicina. Momentos de fragilidade com a nossa saúde nos deixam fisicamente e mentalmente vulneráveis. E são nesses momentos que necessitamos ainda mais de um cuidado especial, humano e ético. O sucesso de qualquer tratamento depende não somente da competência técnica da equipe médica, mas também do estado emocional e adesão ao tratamento por parte do paciente. O apoio da família e amigos é fundamental, assim como de toda a equipe envolvida com o tratamento e isso pode fazer toda a diferença nos resultados e na recuperação do tratamento.

Mas o que é o atendimento humanizado? Em outras palavras, o atendimento humanizado é aquele que considera a “unidade de cuidado”, ou seja, a união entre a qualidade do tratamento técnico e a qualidade do relacionamento que se desenvolve entre paciente, familiares e equipe.

O atendimento humanizado acontece quando:

  • O tratamento é baseado na ética profissional.
  • tratamento é individualizado, ou seja, considera a pessoa como um todo e não a classifica de maneira generalista em função do seu diagnóstico ou quadro geral.
  • O cuidado é realizado com empatia, atenção e acolhimento integral ao paciente e sua família/ acompanhante.
  • Existe uma escuta atenta e diferenciada, com a presença de um olhar sensível para as questões humanas.
  • Há respeito à intimidade e às diferenças.
  • A comunicação é eficiente e permite a troca de informações levando em consideração o estado emocional do paciente e da família.
  • O atendimento transmite confiança, segurança e apoio.
  • A estrutura física atende às necessidades de cuidado e tratamento.

(Fonte: www.abrale.org.br)

O atendimento humanizado é uma das características marcantes da Dra. Mileide, que tem como foco o bem-estar e o conforto da paciente. Mais do que o conhecimento técnico, as pacientes atendidas pela médica podem contar com todo o acolhimento, escuta, assistência e orientações sobre seu caso, assim como com seus familiares. Ela acredita que essa interação harmoniosa é a chave para o sucesso do tratamento, seja na hora do parto, na sua consulta de rotina, no momento da sua cirurgia ou no tratamento de um câncer. O foco é você!

Câncer ginecológico: como se prevenir?

Os tumores mais comuns entre as mulheres brasileiras são o câncer de mama, cólon (intestino) e colo uterino. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer 2018, são estimados 59.700 casos de câncer de mama e 16.379 casos de câncer de colo uterino.

Fonte: INCA

As neoplasias ginecológicas também compreendem tumores de endométrio (corpo do útero), ovário e tubas uterinas, vagina e vulva.

A prevenção do câncer pode ser realizada de várias formas. Um hábito de vida saudável, com prática de atividades físicas regulares, alimentação saudável, não fumar e não ingerir bebidas alcóolicas, evitar exposição solar excessiva e cuidados com saúde emocional são estratégias para prevenção da grande maioria das neoplasias. Outra forma de prevenção é a realização de exames periodicamente. O câncer de mama e o câncer de colo uterino são dois tipos de neoplasia que podem ser detectados de forma precoce através de exames de rastreamento, como mamografia e citologia oncótica (Papanicolau). Estes exames, quando realizados regularmente, permitem a detecção do tumor em fase inicial, o que possibilita uma alta chance de cura com o tratamento. No caso do câncer de colo uterino, a realização do Papanicolau de forma regular permite a detecção de lesões que podem, ao longo do tempo, progredir para o câncer. Estas lesões são chamadas de NIC (neoplasia intraepitelial cervical) e se tratadas adequadamente não evoluem para a forma invasiva (maligna). Outra estratégia para prevenção do câncer de colo uterino é a realização da vacina contra o vírus HPV, que é o principal fator causal do câncer de colo uterino.

De acordo com o Ministério da Saúde, a mamografia deve ser realizada a cada dois anos a partir dos 50 anos de idade até os 69 anos. No entanto, a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomenda a realização uma vez ao ano a partir dos 40 anos.

 

Em relação ao Papanicolau, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento em mulheres entre 25 – 64 anos, sendo os dois primeiros com intervalo anual e após dois exames normais, o exame deve ser realizado a cada 3 anos. A Sociedade Americana de Colposcopia e Patologia cervical recomenda o início do rastreamento com 21 anos, sendo o exame a cada 3 anos em pacientes de 21-29 anos. Em pacientes de 30-65 anos eles recomendam a realização do teste HPV e Papanicolau a cada 5 anos, sendo aceitável somente a realização do Papanicolau a cada 3 anos se o teste HPV não estiver disponível.

A vacina do HPV é recomendada para todas as mulheres de 9 a 45 anos e homens entre 9 e 26 anos. No Brasil, ela está disponível na rede pública para todas as meninas entre 9 e 14 anos e para os meninos entre 11 e 14 anos.

Como podemos ver, são muitas as estratégias para prevenção do câncer, assim como de outras doenças. Então, caso você ainda não tenha realizado sua consulta médica com realização dos exames preventivos, não perca tempo e vamos cuidar já da sua saúde. Lembre-se: a melhor estratégia de tratamento é a prevenção!