Dra Mileide participa de curso de Histerectomia no Instituto Johnson & Johnson

Dra Mileide participa de curso de Histerectomia no Instituto Johnson & Johnson

Desde ontem estou em São Paulo, no Instituto Johnson & Johnson, onde participo do Curso de Histerectomia Avançado.

Estamos discutindo sobre varíola temas, incluindo técnicas de histerectomia em endometriose, úteros volumosos, histerectomia oncologia, emprego de diferentes tipos de energia em cirurgia e novas tecnologias.

Uma ótima oportunidade de atualizações e troca de experiências com profissionais da área, pra sempre levar o de mais moderno em videolaparoscopia avançada para as minhas pacientes!

Dra. Mileide realiza primeira histerectomia totalmente laparoscópica no Hospital Municipal

Dra. Mileide realiza primeira histerectomia totalmente laparoscópica no Hospital Municipal

Na última segunda-feira (17/09), a Dra. Mileide fez a primeira histerectomia totalmente laparoscópica do Hospital Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro, em Uberlândia. O procedimento cirúrgico foi um sucesso e contou com o auxílio dos médicos Dr. Marcelo Augusto e Dr Diogo Lira, a instrumentadora Michele e circulantes Rosângela e Gustavo.

Após a cirurgia, a Dra. Mileide fez um agradecimento especial e destacou a importância da participação dos colegas. “Este procedimento foi pioneiro aqui no hospital e estou muito feliz com o resultado. Além de estar muito feliz em poder oferecer esse tratamento para as pacientes do Sistema Único de Saúde de Uberlândia! Agradeço aos colegas que auxiliaram para que tivéssemos sucesso, assim como a toda a coordenação, por meio da Dra. Paula Machado e Dr. Walid, que acreditaram e investiram em nossa equipe”, destacou a médica.

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Tudo que você deseja saber sobre histerectomia!

Tudo que você deseja saber sobre histerectomia!

Histerectomia é o nome que se dá a cirurgia de retirada do útero. As doenças benignas são responsáveis por mais de 70% das indicações de histerectomia e incluem distúrbios menstruais, miomas, dor pélvica, pólipos, prolapso uterino, adenomiose e endometriose. Alguns casos de câncer de colo uterino e endométrio também podem ser tratados através da histerectomia. No tratamento do câncer de ovário a histerectomia também pode fazer parte do tratamento.

Anatomia

Para entender melhor sobre a histerectomia é importante você saber um pouco sobre a anatomia do útero. O útero é um órgão que fica localizado na pelve feminina que varia de tamanho de acordo com a idade e o número de gestações que a mulher já apresentou. Ele está localizado entre a bexiga e a porção final do intestino (reto) e se comunica com os ovários através das tubas uterinas (figura 1).

 

Figura 1 – Imagem ilustrando a localização do útero na pelve feminina e sua relação anatômica com as estruturas pélvicas vizinhas

O útero se divide em 3 porções: colo uterino, corpo e fundo uterino. O colo uterino é a porção do útero que se comunica com a vagina e é o que conseguimos visualizar durante o exame ginecológico. O corpo e fundo uterinos são a parte do útero que estão dentro do abdome e onde fica o bebê durante a gestação (figura 2).

 

Figura 2 – Imagem ilustrando as três porções uterinas: corpo, fundo e colo uterino.

O útero é um órgão formado por várias camadas de tecidos. A camada mais interna é chamada de endométrio: camada de tecido epitelial que sofre influência hormonal e que a cada mês sofre um processo de descamação chamado de menstruação. O endométrio é o tecido que reveste a cavidade interna do útero, onde fica o bebê durante a gestação. Logo acima do endométrio existe o miométrio, que é a parte muscular do útero, que desempenha as contrações uterinas durante o trabalho de parto. A camada mais externa é chamada de serosa, e corresponde a uma fina de camada de tecido que reveste a parte externa do útero (figura 3).

 

Figura 3 – Imagem demonstrando as 3 camadas uterinas: endométrio, miométrio e serosa uterina

Via cirúrgica

A via de acesso a cavidade abdominal pela qual é realizada uma cirurgia é chamado via cirúrgica. A histerectomia pode ser realizada via aberta (laparotomia), via vaginal ou via laparoscópica (vídeo). A via laparoscópica vem se tornando cada vez mais a via de escolha para a realização da histerectomia devido a possibilidade de visualização de toda a cavidade abdominal, com uma cicatriz muito pequena, possibilitando uma melhor recuperação no pós operatório, menor taxa de complicações e um melhor resultado estético. A via vaginal também oferece vantagens semelhantes, porém não é possível visualizar dentro da cavidade abdominal e é limitada para pacientes com útero menor que 280ml e anatomia pélvica favorável. A experiência do cirurgião e material hospitalar adequado são fatores importantes na escolha da via cirúrgica.

Riscos e possíveis complicações

 A cirurgia de histerectomia é considerada uma cirurgia de médio porte. Os riscos relacionados a ela podem variar de acordo com as condições clínicas do paciente e da complexidade de cada caso. As principais complicações de uma cirurgia de histerectomia incluem sangramento, infecção de ferida operatória, abertura dos pontos, lesões de estruturas vizinhas ao útero como bexiga, ureter e intestino. Esses riscos são minimizados quando a cirurgia é realizada por um cirurgião experiente nesse tipo de cirurgia. A via laparoscópica também possui uma menor taxa de complicações no pós operatório e por isso vem cada vez mais sendo utilizada.

Qual a diferença entre histerectomia total e subtotal?

A histerectomia total inclui a retirada de todas as partes do útero: corpo, fundo e colo uterino. No entanto, alguns ginecologistas defendem a retirada parcial do útero, chamada histerectomia subtotal. Neste procedimento é retirado apenas o fundo e corpo uterinos e o colo do útero é mantido. O que essa linha de ginecologistas defende é que a retirada do colo uterino poderia prejudicar a vida sexual da mulher, diminuindo o prazer sexual dela e do parceiro, além de aumentar a chance de cistocele (“bexiga caída”) ou prolapso de cúpula vaginal (“bola na vagina”). Vários estudos científicos já foram realizados para avaliar tal assunto e não foi encontrado nenhuma diferença do ponto de vista urinário e sexual entre pacientes que tiraram todo o útero comparado com as pacientes que permaneceram com o colo uterino. Vale lembrar que a perda urinária involuntária (incontinência urinária) e a cistocele podem aparecer independentemente da retirada do útero e são muito comuns principalmente após a menopausa. Exercícios para fortalecimento da musculatura perineal e vaginal ajudam a manter a saúde e estabilidade pélvica, prevenindo e, muitas vezes, tratando tais distúrbios.

Algumas mulheres, mesmo após a histerectomia podem continuar apresentando sangramento menstrual. Isso pode acontecer no caso de mulheres que realizaram histerectomia subtotal. Nesses casos, algum segmento de endométrio (camada interna do útero) pode ter permanecido mesmo após a cirurgia e continuar desacamando mensalmente.  Geralmente o volume de sangue é menor quando comparado a antes da cirurgia.

Quando o útero é retirado como um todo (corpo, fundo e colo uterino – histerectomia total), a mulher não deve mais menstruar. Caso apresente algum sangramento vaginal, deve procurar imediatamente seu médico ginecologista e avaliar a possível causa do sangramento.

Papanicolau após histerectomia: é necessário?

A chance da paciente apresentar um exame citopatológico (papanicolau) alterado após uma histerectomia por condição benigna é de aproximadamente 1 em cada 1000 casos. Dessa forma, não é necessário manter o exame citopatológico de rastreamento em mulheres que foram submetidas a histerectomia devido a uma condição benigna, desde que ela não tenha história de diagnóstico ou tratamento de lesões no colo uterino e tenha exame de papanicolau anterior normal. Apesar de não necessitar mais da coleta do exame citopatológico, a paciente deve continuar realizando as consultas ginecológicas de rotina e o exame ginecológico deve ser realizado, pois apesar do útero estar ausente, a vagina e vulva podem apresentar patologias que só serão detectadas com o exame ginecológico. Vale lembrar que pacientes submetidas a histerectomia subtotal (retirada do útero com manutenção do colo uterino) devem continuar realizando o exame citopatológico normalmente, pois o colo uterino foi mantido.

Quando eu tiro o útero, a tuba uterina (Trompa) deve ser retirada?

A salpingectomia (cirurgia de retirada das tubas uterinas) é recomendada durante a realização da histerectomia, pois a função da tuba uterina é o transporte dos óvulos do ovário para o útero para que ocorra o encontro com a célula reprodutiva masculina e a fecundação. Quando o útero é retirado, a tuba uterina perde sua função. A cirurgia para retirada da tuba é simples e implica poucos riscos, além disso, acredita-se que alguns tipos de câncer de ovário iniciam-se na tuba uterina e, desta forma, a retirada da tuba poderia ajudar a prevenir esse tipo de neoplasia. Visto isso, a retirada das tubas é recomendada durante a histerectomia e você deve discutir isso com seu médico ao ser indicado a realização da histerectomia!

Cuidados pós-operatórios

Após a cirurgia de histerectomia você deve seguir rigorosamente os cuidados pós operatórios para garantir o sucesso da sua cirurgia. No caso da cirurgia via abdominal (laparotomia ou vídeo), a ferida operatória deve ser mantida sempre limpa e seca, para evitar infecção. No caso da cirurgia via vaginal, os pontos estão presentes apenas internamente e desta forma não é necessário nenhum curativo e os pontos não precisam ser retirados. A alimentação pode ser a dieta habitual, procurando sempre os alimentos saudáveis e evitando excessos. A recuperação da cirurgia videolaparoscópica costuma ser mais rápida e dentro de 10-15 dias você já poderá realizar pequenas tarefas em casa, evitando sempre carregar peso e exercícios físicos. No caso da cirurgia aberta (laparotomia) as recomendações são as mesmas, no entanto você pode sentir ainda um pouco de dor abdominal o que pode limitar as atividades. Os exercícios mais pesados e atividade física devem ser realizados a partir de 45-60 dias após a cirurgia (a depender de cada caso).  Relações sexuais só devem ser realizadas a partir de 60 dias após a cirurgia, para permitir adequada cicatrização da parte interna da vagina, onde ficava o útero.

A reposição de hormônio após a histerectomia não é uma regra. Os hormônios femininos (estradiol e progesterona) são produzidos principalmente pelos ovários. O útero não possui função hormonal e desta forma, a cirurgia de histerectomia não indica, por si só, a reposição hormonal. Caso você tenha retirado também os ovários junho com a histerectomia, a reposição hormonal deve ser discutida com seu médico ginecologista, pois devem ser avaliadas as indicações e contra indicações de cada caso.

PRONTO! Agora você já conhece um pouco mais da cirurgia de histerectomia e envie uma mensagem caso ainda permaneça alguma dúvida!